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FebPenelope de Marilyn Kaye – Desafio Literário Fevereiro 2010
Um pouco sobre o mim
Eu sou o (a): Rê Lima
Moro em (Cidade/Estado - UF): Distrito Federal
Na net, você me encontra (Blog ou Site):
http://incubadoraliteraria.blogspot.com/
http://janefirifirifane.tumblr.com/
Neste mês, eu li:
Título: Penélope
Autor do livro: Marilyn Kaye
Editora: Galera Record
Nº de páginas: 236 p
O livro é sobre…
a história de uma garota normal com sentimentos, inseguranças e emoções comuns a todas as meninas da sua idade, a não ser por um detalhe que a torna incomum perante os olhos da sociedade: ter nascido com um nariz de porco decorrente de uma antiga maldição lançada por uma bruxa.
A partir daí, nossa personagem, conhecida por Penélope, terá de superar os seus medos e se aceitar como de fato é para encontrar a felicidade.
Eu escolhi este livro porque…
A capa do livro me chamou atenção. Achei-a linda. E ao ler a sinopse da história fiquei curiosa para saber como seria contado esse conto de fadas versão moderna.
A leitura foi…
Muito fácil e o livro é agradável de ler. Possui letras adequadas e do tamanho ideal para uma leitura cômoda. A história é repleta de diálogos. A autora faz uso de uma linguagem simples e consegue narrar todos os acontecimentos ao ponto de pensarmos que estamos assistindo ao filme. Isso mesmo, a história da garota porca foi para telona tendo no papel principal a atriz hollywoodiana Christina Ricci.
Eu não vi a versão para o cinema, mas fiquei curiosa para assistir e ver se a adaptação se manteve fiel à obra literária.
O livro, por muitas vezes, me dá impressão de ter sido escrito para um público adolescente. No entanto, a narrativa encanta adultos também. Com pitadas de humor e ironia, a história se desenrola e não se arrasta. Em uma sentada é possível ler o livro. Como em quase todos os contos de fadas, e esse não fugiu a regra, o mocinho e a mocinha ficam juntos no final (não contei nada demais). Na verdade, o final não me agradou porque a autora não desenvolveu o desfecho da história. Faltou o cuidado em se trabalhar melhor o encontro dos proganistas. A autora não conseguiu passar a aura de magia e alimentar a expectativa do leitor por um final mais emocionante, mesmo que esse final seja o óbvio “enfim, todos ficaram felizes para sempre. A obra é modesta, não traz originalidade na abordagem da temática conto de fadas. No entanto, me fez refletir até que ponto não somos um pouco Penelopes, na medida em que padronizamos o nosso jeito de ser para sermos aceitos (as) em uma sociedade que valoriza mais o ter do que o ser. Somos obrigados a refletir o que é imposto, sem pensarmos que aquilo que nos diferencia é a nossa verdadeira identidade. E assim, aceitamos com facilidade que é preciso mudar a cor do cabelo, o formato do nariz , o tamanho da orelha, o tamanho dos seios, ter um corpo capa de revista a custa de cirurgias e assim vamos nos descaracterizando. O livro, é claro, não aborda tão profundamente a temática, talvez para não tornar a história tão pesada. No entanto, consegue alcançar o objetivo a que se propõe, ou seja, diversão pura e simples sem maiores pretensões.
A nota que eu dou para o livro: 4/5
Eu mudaria o final do livro:
Penélope continuaria com o seu lindo e belo nariz de porco. E todos os rapazes se enamorariam da sua beleza singular. Johnny, o seu prìncipe encantado, a aceitaria da forma como ela era. O feitiço não seria desfeito. Eles dois se casariam e teriam lindos bebês com nariz de porco.